segunda-feira, 4 de julho de 2011

A Caixa



Dentro da caixa
As lembranças
Dentro de mim
As saudades
Dentro de nós
Toda a sinestesia capaz de rechear a vida
Dentro daqueles minutos
A adolescente euforia de quem passou pela solidão

Hei de refazer os sorrisos
Remontar nossos sonhos a cada dia
Sugar de ti toda a rebeldia
E transformá-la em serenidade em meu peito
Sabes da importância do meu acalento
Dependes dos meus afagos como respiro sua inconstância
É a vida da minha inspiração
É a morte da minha agonia
É a caixa que se abre em magia e nostalgia
Com o aroma da minha juventude pelos próximos e perpétuos anos...

Vê-se, então,
Que nada é mais forte que a poesia dos olhos, essências e afagos
Nada é mais claro que a música e os sabores beijados

Palavras coreografadas se mostram inócuas quando se abre um caixa de sensações



(Victor Guimarães)

4 comentários:

  1. Tenho uma caixa dessas sensações que guardo para mim e às vezes, só esporadicamente deixo aflorar...
    Gostei do blog.Seguindo!

    Me visita:
    ..................
    http://mulherdejaleco.blogspot.com

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Pois é Victor, As palavras tentam encontrar o caminho das sensações, mas parece que essas sensações insistem em fugir. As palavras catas e levadas pelo vento são como um punhado de areia da praia escapando entre nossos dedos. Dá pra ficar com um pouco nas mãos, porem quando olhamos ao redor, percebemos que o que aprisionamos foi um átomo no infinito.
    gosto bastante de seus textos...

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