Meu violão é arte.
Você goste ou não
Ele é!
Seu braço se faz aquarela
de todas as matizes
daqui...Dali
Vejo nitidamente os contrastes alvos e negros,
Rosas e azuis, brilhos e sombras.
Sua mão se esculpe Ticianamente
Como o nu naturalista
Que faz um som brotar
Entrelaçando o nylon
Que remete à dedos que se tocam intimamente sozinhos.
Seu corpo é caverna das lembranças
Onde se escondem as palavras trovadas
Em rimas metrificadas e sonetos.
Onde se perdem os sentimentos
Que, não mais que de repente,
Se ecoam em afagos.
Minto...meu violão sou eu.
Victor Guimarães

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