Dentro da caixa
As lembranças
Dentro de mim
As saudades
Dentro de nós
Toda a sinestesia capaz de rechear a vida
Dentro daqueles minutos
A adolescente euforia de quem passou pela solidão
Hei de refazer os sorrisos
Remontar nossos sonhos a cada dia
Sugar de ti toda a rebeldia
E transformá-la em serenidade em meu peito
Sabes da importância do meu acalento
Dependes dos meus afagos como respiro sua inconstância
É a vida da minha inspiração
É a morte da minha agonia
É a caixa que se abre em magia e nostalgia
Com o aroma da minha juventude pelos próximos e perpétuos anos...
Vê-se, então,
Que nada é mais forte que a poesia dos olhos, essências e afagos
Nada é mais claro que a música e os sabores beijados
Palavras coreografadas se mostram inócuas quando se abre um caixa de sensações
(Victor Guimarães)
